Entender a esquizofrenia 
Como tudo começou?
Como tudo começou?

Tudo começou em 1998 no meu quarto em casa de minha mãe em Portugal.

Comecei por ouvir vozes a fazer comentários sobre mi ate ao ano 2003. Tudo era inofensivo ate que meados deste ano, quando era motorista de pesados articulados em Espanha e fazia a Europa quase toda comecei a sentir-me perseguido e que me queriam fazer mal, mais propriamente estragar-me a vida.

Deixei os transportes internacionais porque pensava que ouvia os empregados de tráfego da empresa onde trabalhava a gozarem comigo ao telemóvel e não me aguentando voltei para Portugal para casa de minha mãe.

Na passagem de 2003 para 2004, destrui meu carro espanhol com fogo afim de destruir microfones, fiz estragos em casa como abrir buracos na parede à procura de microfones e microcâmeras de filmar e fui preso como medida de segurança. Após alguns dias numa conversa com o médico da prisão (ao qual disse que andava a ser perseguido), fui transferido para um hospital prisional. Depois fizeram-me um exame médico legal em Lisboa em que o resultado foi comunicado ao Hospital  prisional onde estava que descobriram que sofria de esquizofrenia paranoide e que depois fui medicado com comprimidos.

Deixando de ouvir vozes e de me sentir perseguido tive alta no final de 2004 e fui considerado inimputável não perigoso.

Fui para Espanha ou traves, desta vez para vender o apartamento que tinha lá em meu nome, enquanto tratava da venda arranjei vários trabalhos de motorista de pesados articulados em Espanha a fazer nacional lá e depois Espanha, França, para não ter que depender da família e fiquei até meados de 2006 quando deixei de tomar os comprimidos, porque achava que tinha sido drogado e por isso é que tinha tido aquelas alucinações.

Dai a semanas comecei a ouvir vozes ou traves, mas para mi parecia tudo muito real e não entendia que era doente e por isso nunca voltei a tomar a medicação e regressei a Portugal.

Em meados de 2008 já não conseguia aguentar mais e fiz estragos, em casa, atirei coisas como fogões, bancos, aquecedores... pela janela do apartamento e estas cairão em cima de carros e ateie fogo a uma mata. Fui internado pela segunda vez, tomei os medicamentos e deixei de me sentir perseguido e de ouvir vozes.

Neste segundo internamento comecei a tomar comprimidos e injecções. Sai do hospital 4 meses depois e fui viver para casa de meus avós.

Em finais de 2009 a minha médica que me acompanhava retirou-me os comprimidos ficando eu a levar só injecções de mês a mês, o que tem de ser para o resto da vida.

Nunca mais vou deixar de as tomar, porque só assim é que me posso sentir um cidadão na sociedade.

Em 2010 recebi a sentença, inimputável não perigoso e para que não venha a ser condenado um dia por falta de responsabilidade o melhor mesmo é não abandonar a medicação.

Entende isto? A vida está nas nossas mãos enquanto somos de verdade homens e mulheres responsáveis.

 

 

 

 

 

 

 

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